“Se eu choro agora não é que eu sou fraco, é que eu to me desmontando pra depois juntar cada caco.”
“Em alguns dias dói. A tristeza puxa os cabelos, arranha a cara, machuca dentro. E a gente não tem mais nada pra fazer a não ser dizer que tá tudo bem. Porque vai passar, passa. Só que antes de passar maltrata. E, entenda, a pior dor é aquela que ninguém vê. Só ela, a tristeza.”
“Por que você olha tanto pro celular? Existe alguém no mundo, nesse momento, que poderia te ligar agora e te deixar feliz?”
“Aprendi a ler no rosto o que as pessoas não querem me dizer. Aprendi a ler na alma o que as pessoas não podem me esconder.”
“Voltei pra cama e abracei o travesseiro. E continuei pensando em como tudo era bom. Em como tudo era pra ser bom.”
“Sou a favor da transparência, de gente de verdade, sem retoques, sem artifícios.”
“Nem faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo. Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir.”
“Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam, de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e, sim, para disfarçá-la, sufocá-la. Ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.”
“O tempo pode apagar lembranças de um corpo ou de um rosto, mas nunca a memória daquelas pessoas que souberam fazer um pequeno instante, um grande momento.”
“-Mais cinco, por favor?
-Trepadas?
-Não, minutos.
-Eu preciso ir.
-Por quê?
-Pra não ficar pra sempre.
-Fica pra sempre. Por quê?
-Porque aqui tem amor, dinheiro e tarja preta, você pode só descansar existindo, eu faço o resto todo.
-Tarja preta vicia.
-Dinheiro também.
-Você tá tirando onda de rica?
-Não, eu tô tirando onda de homem.
-Você é uma menininha.”